sexta-feira, 31 de maio de 2013

JUDEUS E A ESCRAVIDÃO NEGRA

A ESCRAVIDÃO NEGRA
MARC LEE RAPHAEL
“JUDEUS TAMBÉM TIVERAM UMA PARTICIPAÇÃO ATIVA NO COMÉRCIO DE ESCRAVOS COLONIAIS HOLANDESAS. NA VERDADE, O REGULAMENTO DO RECIFE E CONGREGAÇÕES MAURICIAS (1648) INCLUÍAM UM IMPOSTO (TAXA JUDIA) DE CINCO SOLDOS POR CADA ESCRAVO NEGRO QUE UM JUDEU BRASILEIRO COMPRASSE DA COMPANHIA DAS ÍNDIAS OCIDENTAIS . LEILÕES DE ESCRAVOS ERAM ADIADOS SE ELES CAÍAM NUM FERIADO JUDAICO. EM CURAÇAO, NO SÉCULO XVII, BEM COMO NAS COLÔNIAS BRITÂNICAS DE BARBADOS E NA JAMAICA NO SÉCULO XVIII, MERCADORES JUDEUS DESEMPENHARAM UM PAPEL IMPORTANTE NO COMÉRCIO DE ESCRAVOS. NA VERDADE, EM TODAS AS COLÔNIAS AMERICANAS, SEJA FRANCESA (MARTINICA), BRITÂNICA OU HOLANDESA, MERCADORES JUDEUS FREQÜENTEMENTE DOMINAVAM”.
“ISTO NÃO FOI MENOS VERDADEIRO NO CONTINENTE NORTE-AMERICANO, ONDE DURANTE O SÉCULO DEZOITO, JUDEUS PARTICIPARAM DO “COMÉRCIO TRIANGULAR” QUE TRAZIA ESCRAVOS DA ÁFRICA PARA AS ÍNDIAS OCIDENTAIS (AMÉRICAS) E LÁ OS TROCAVA POR MELAÇO, QUE POR SUA VEZ FOI LEVADO PARA A NOVA INGLATERRA E CONVERTIDO EM RUM PARA VENDER NA ÁFRICA. ISAAC DA COSTA DE CHARLESTON, NA DÉCADA DE 1750, DAVID FRANKS, DE FILADÉLFIA, EM 1760, E LOPEZ AARON DE NEWPORT NO FINAL DOS ANOS 1760 E NO INÍCIO DOS ANOS 1770. OS JUDEUS DOMINAVAM O COMÉRCIO DE ESCRAVOS NO CONTINENTE AMERICANO”.
FONTE: Jews and Judaism in the United States a Documentary History – Tradução Livre: “Os judeus e o Judaísmo nos Estados Unidos uma História Documentário” (New York: Behrman House, Inc., Pub, 1983), p. 14.
Dr. Raphael Lee é o editor da história judaica americana, a revista do American Jewish Historical Society na Universidade de Brandeis, em Massachusetts.

IRA ROSENWAIKE
“EM CHARLESTON, RICHMOND E SAVANNAH A GRANDE MAIORIA (MAIS DE TRÊS QUARTOS) DAS FAMÍLIAS JUDIAS TINHAM UM OU MAIS ESCRAVOS, EM BALTIMORE, APENAS UMA EM CADA TRÊS CASAS ERA ESCRAVISTA; EM NOVA YORK, UMA EM CADA DEZOITO… ENTRE AS FAMÍLIAS DONAS DE ESCRAVOS, O NÚMERO MÉDIO DE ESCRAVOS VARIAVA DE CINCO, EM SAVANNAH, A UM EM NOVA YORK”.
FONTE: “A população judaica em 1820,” em Abraham J. Karp, ed, a experiência judaica na América: Estudos selecionados a partir de Publicações do American Jewish Historical Society (Waltham, Massachusetts, 1969, 3 volumes), volume 2, p. 2, 17, 19.


CECIL ROTH
“OS JUDEUS DO SAVANNE JODEN [SURINAME] TAMBÉM FORAM OS PRIMEIROS NA SUPRESSÃO DAS SUCESSIVAS REVOLTAS NEGRAS, DE 1690-1722; ESTAS, DE FATO, FORAM EM GRANDE PARTE DIRIGIDAS CONTRA ELES, COMO SENDO OS MAIORES SENHORES DE ESCRAVOS DA REGIÃO”.
História dos Marranos (Philadelphia: Jewish Publication Society of America, 1932), p. 292.

JACOB RADER MARCUS
“DURANTE TODO O SÉCULO XVIII, ATÉ O INÍCIO DO SÉCULO XIX, OS JUDEUS NO NORTE POSSUÍAM SERVOS NEGROS; NO SUL, AS POUCAS PLANTAÇÕES DE PROPRIEDADE DE JUDEUS, ERAM CULTIVADAS COM TRABALHO ESCRAVO. EM 1820, MAIS DE 75% DE TODAS AS FAMÍLIAS JUDIAS EM CHARLESTON , RICHMOND E SAVANNAH POSSUÍAM ESCRAVOS, EMPREGADOS COMO EMPREGADOS DOMÉSTICOS, QUASE 40% DE TODAS AS FAMÍLIAS JUDIAS NOS ESTADOS UNIDOS POSSUÍAM UM ESCRAVO OU MAIS. NÃO HOUVE PROTESTOS CONTRA A ESCRAVIDÃO, COMO TAL PELOS JUDEUS NO SUL, ONDE ESTAVAM SEMPRE EM DESVANTAGEM, PELO MENOS 100-1… MAS MUITO POUCOS JUDEUS, EM QUALQUER LUGAR NOS ESTADOS UNIDOS, PROTESTARAM CONTRA A ESCRAVIDÃO POR RAZÕES MORAIS”.
Estados Unidos judeus, 1776-1985 (Detroit: Wayne State University Press, 1989), p. 586.

Observação: consulta nesta data, em 31/05/2013 às 11:33 local.

ESCRAVIDÃO NEGRA NO BRASIL

Escravidão negra no Brasil teve apoio da igreja católica

30/05/2013

Há mais de 500 anos o Brasil foi invadido pelos colonizadores europeus. O objetivo foi o enriquecimento da Europa. Na realização deste objetivo, previa-se muito trabalho pesado e a solução encontrada pelos europeus foi à oficialização da escravidão no país como política econômica. As consequências desta política contaminaram negativamente as relações raciais e sociais em todo Brasil e até hoje estamos colhendo seus malefícios. Por exemplo: a Unicamp fez uma pesquisa em 1988, no centenário de abolição da escravidão, com 100 engenheiros negros e 100 engenheiros brancos empregados. O resultado: os engenheiros brancos ganham em média 28% a mais do que os engenheiros negros!
Através da bula Dum Diversas, de 16 de junho de 1452, o papa Nicolau V diria ao rei de Portugal, Afonso V: ...nós lhe concedemos, por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir; buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo, onde quer que  estejam, como também seus reinos, ducados, condados, principados e outras propriedades... e reduzir suas pessoas à perpétua escravidão, e apropriar e converter em seu uso e proveito e de seus sucessores, os reis de Portugal em perpétuo, os supramencionados reinos, ducados, condados, principados e outras propriedades, possessões e bens semelhantes... Em 8 de janeiro de 1554 estes poderes foram estendidos aos reis da Espanha.
Apoiados nesse documento, os reis de Portugal e Espanha promoveram uma devastação do continente africano, matando e escravizando milhões de habitantes. A África era o único continente do mundo que dominava a tecnologia do ferro e com esta invasão e massacre promovido pelos povos europeus, o continente africano ficou com as mãos e os pés amarrados e dessa forma permanece até hoje.
O projeto colonial português se afirmava desenvolvendo duas formas de intervenção drásticas para a sobrevivência dos povos indígenas: usurpação de suas terras e exploração da sua força de trabalho.Na realidade, os primeiros escravos do Brasil foram os índios, também chamados, na documentação oficial, de "negros da terra" ou "gentio da terra".
O poder colonial usou a igreja para impor seus interesses escravistas. Cada ser humano, até hoje, tem uma postura política e o poder faz uso desta postura conforme seus interesses.
De 1500 a 1842, a intenção da igreja de Roma era a de promover a fé cristã sob a ótica européia colonizadora. Os valores da cultura negra eram menosprezados pela cultura branca dominante.
O lugar ocupado pelo negro era o de escravo e a escravidão roubava dele o direito de constituir família organizada, de vivenciar suas tradições culturais, de resgatar suas raízes. O colonizador anunciava tudo isso como sendo a Boa Nova, mas, sob a ótica do povo negro escravo e oprimido, significava a extinção de seus valores culturais e religiosos.
A afirmação de que os negros foram providencialmente abençoados por Deus através da escravidão, aparece no sermão XXVII, de Antônio Vieira, onde ele diz, é particular providência de Deus que vivais de presente escravos e cativos para que por meio do cativeiro temporal consigais a liberdade ou alforria eterna.
A mensagem católica da época colonial enfatizava que a África era um continente demoníaco, e todos os seus habitantes já estavam condenados ao fogo eterno, devido à sua origem ligada ao pecado e à maldição de Cão (Cam).
Os religiosos da época legitimaram o processo de escravização dos negros, sobre a prerrogativa de que a única chance de um africano ter salvação da sua alma pré-condenada ao inferno seria sendo trazido para a América na condição de escravos, onde teria a oportunidade de contatar a cristandade , ouvir a pregação da mensagem cristã proferida pelos portugueses e espanhóis católicos, e receber o santo batismo.
A igreja católica estabeleceu um forte vínculo com o Império ratificando essa proposta e jamais se preocupou com uma ação libertadora, e sim com os privilégios obtidos a partir dessa parceria. Assim, a ICAR apoiava o Império nas lutas armadas contra os escravos negros. Colocou-se ao lado dos opressores diante da destruição dos Quilombos dos Palmares e do assassinato de Zumbi, além de ser conivente com o assassinato de Manoel Congo, líderes do povo negro que lutaram contra a escravidão e libertação de seu povo. Portanto, o Império concedia à Igreja poder e status para que ela também pudesse influenciar politicamente nos rumos do país. 
A história do Brasil está assim misturada à história da escravidão. Podemos dizer que nos seus mais de quinhentos anos de existência, o Brasil tem funcionado sem escravos durante apenas 150 anos. Nos anos restantes, o país se fez à custa do suor e do sangue dos negros que chegavam às praias brasileiras, emergindo da travessia do Atlântico nos porões dos navios negreiros, onde sobreviviam apenas os mais fortes.

BIBLIOGRAFIA: __________. JORNAL HUMANITAS, ANO I - Nr 4, Recife-PE, novembro 2012  "O jornal dos livres pensadores".

quinta-feira, 30 de maio de 2013

MILAGRES DE YHWH

Os hebreus são negros

30/05/2013

Quando apareceu ao levita Moisés YHWH Elohim mostrou-lhe poderes para que o povo acreditasse. "Perguntou-lhe YHWH (Jeová), que é isto que tens nas mãos e Moisés  disse, um bordão. Então Yah lhe disse: lança-o na terra, ele o lançou e o bordão virou uma serpente em seguida YHWH disse a Moisés para estender a mão e pegar a serpente e ela se tornou em bordão(Shmot/Exodo 4: 2 e 3)". Após este sinal, "Jeová disse a Moisés para por a mão no peito e a quando retirou a mão de Moisés estava leprosa branca como a neve. Disse ainda a Moisés torna a por a mão no peito e sua mão se havia tornado como o restante de sua carne (Shmot/Ex. 4: 6 a 8)". E assim Jeová mostrou o milagre de tornar um homem negro em branco. E continuou: "Se eles não crerem em ti, nem atenderem à evidência do primeiro sinal, talvez crerão na evidência do segundo (Ex. 4: 8)".

E YHWH tornou Miriã leprosa: "Falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cuxita que tomara; pois tinha tomado a mulher cuxita (Nm 12: 1). Cuxita significa negra. Os descendentes de Cham foram Cuxe, Mitzraim, Pute e Kenaan. Cham significa preto, negro, queimado. Então a ira de YHWH se acendeu contra eles, a nuvem afastou-se de sobre a tenda; e eis que Miriã estava leprosa, branca como a neve; e olhou Arão para Miriã e eis que estava leprosa (Ex. 12: 9 a 10)". Agora pense, se Miriã fosse branca Yah castigaria ela tornando-a branca? Não seria um sinal milagroso.

Paz

quarta-feira, 29 de maio de 2013

APARÊNCIA FÍSICA DO ANTIGO YISRAEL

Aparência física do antigo Yisrael

29/05/2013

"Naqueles dias, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos e viu os seus labores penosos; e viu que certo egípcio espancava um hebreu, um do seu povo. Olhou de um lado e de outro lado, e vendo que não havia ninguém, matou o egípcio, e o escondeu na areia" (Ex. 2: 11 a 12). "O sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram a tirar água e encheram os bebedouros para dar de beber ao rebanho de seu pai. Então, vieram os pastores e as enxotaram dali; Moisés, porém, se levantou, e as defendeu,e deu de beber ao rebanho. Tendo elas voltado a Reuel, seu pai, este lhes perguntou: por que viestes, hoje, mais cedo? Responderam elas: Um egípcio nos livrou das mãos dos pastores, e ainda nos tirou água, e deu de beber ao rebanho" (Ex. 2: 16 a 19). José subiu para sepultar o seu pai; e subiram  com ele todos os oficiais de Faraó, os principais da sua casa e todos os principais da terra do Egito, como também toda a casa de José , e seus irmãos, e a casa de seu pai; somente deixaram na terra de Gósen as crianças,  e os rebanhos, e o gado. E subiram também com ele tantos carros como cavaleiros,  e o cortejo foi grandíssimo.Chegando eles, pois, à eira de Atade , que está além do Jordão, fizeram ali grande e intensa lamentação, e José pranteou seu pai durante sete dias. Tendo visto  os moradores da terra, os cananeus, o luto na eira de Atade, disseram: Grande pranto é este dos egípcios. E por isso se chamou aquele lugar de Abel-Mitzraim, que está além do Jordão" (Gên. 50: 7 a 11). Observe caros leitores, os hebreus foram confundidos com os egípcios porque eram negros todos. O escritor Inglês Gerald Massey autor do livro "O EGITO A LUZ DO MUNDO" afirmou que os antigos egípcios eram negros.
 
Antes de comentarmos outros temas, é necessário compreendermos a natureza africana do livro "A Escritura dos Hebreus" e que todos descubram quem são os verdadeiros hebreus e como eles vivem hoje, os filhos de Jacó.
 
Aceitamos comentários desde que tenham fundamento e seja fruto de pesquisa, estudo exceto àqueles comentários indecorosos, indesejáveis os quais não edificam e afastam o homem do Pai celestial. Temos muito que aprender. Meu desejo é que todos sejam salvos.
 
Paz seja convosco